sexta-feira, 14 de março de 2008

Católicas pelo Direito de Decidir sobre a Campanha da Fraternidade 2008





Católicas pelo Direito de Decidir sobre a Campanha da Fraternidade 2008
Por Catolicas pelo Direito de Decidir 08/02/2008 às 18:58

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Manifesto de Católicas pelo Direito de Decidir
sobre a Campanha da Fraternidade 2008

A Campanha da Fraternidade de 2008 ? cujo tema é ?Fraternidade e Defesa da Vida? ? vai, mais uma vez, mobilizar a comunidade católica brasileira para uma reflexão a respeito de valores cristãos e nos fará pensar sobre o significado da vida. Pela relevância do tema, é necessário que todas as vozes católicas sejam ouvidas e nós, como Católicas pelo Direito de Decidir, sentimo-nos interpeladas a dar nossa contribuição.

Reiteramos com a Igreja que todas e todos têm direito a uma vida plena e digna, conforme o Evangelho de Jo 10, 10: ?Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância?. Com ela, lembramos a necessidade urgente de se reverter o processo de degradação da natureza, que, certamente, coloca em risco a vida das futuras gerações. Com ela reafirmamos que defender a vida é lutar contra a pobreza, a exclusão, a situação de extrema injustiça social do nosso país. Com a Igreja, entendemos que defender a vida é criar condições para que se realize o direito a uma vida sem violência, sem desigualdade de nenhuma ordem, sem opressão, sem exploração, sem medo, sem preconceitos.

No entanto, como católicas, tendo como referência a tradição cristã e os valores evangélicos, há questões que nos parecem fundamentais quando a vida das pessoas está em jogo. Por isso, queremos interrogar a Igreja sobre as contradições entre seu discurso e sua prática em relação aquilo que ela apresenta como defesa da vida.

- Pode-se afirmar a defesa da vida e ignorar milhões de pessoas que morrem, no mundo todo, vítimas de doenças evitáveis, como a aids? Seguir condenando o uso de preservativos que salvariam tantas vidas, numa brutal indiferença à tamanha dor?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar as pessoas a sofrerem indefinidamente num leito de morte, condenando o acesso livre e consentido a uma morte digna, pelo recurso à eutanásia?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar as pesquisas com células-tronco embrionárias, que podem trazer alento e perspectiva de vida digna para milhares de pessoas com deficiências?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e dizer que se condena o racismo quando se impede a manifestação ritual que incorpora elementos religiosos indígenas e afro-latinos nas expressões litúrgicas católicas?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar a intolerância que mata, quando se afirma a superioridade cristã em relação às outras crenças?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e eliminar a beleza da diversidade humana, com atitudes e discursos intolerantes em relação a expressões livres da sexualidade humana, condenando o relacionamento amoroso entre pessoas do mesmo sexo?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e fazer valer mais as normas eclesiásticas do que o amor, impedindo a reconstrução da vida em um segundo matrimônio?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e denunciar as desigualdades, quando a mesma Igreja mantém uma situação de violência em relação às mulheres, submetendo-as a normas decididas por outros, impedindo-as de realizarem sua vocação sacerdotal, relegando-as a uma situação de inferioridade em relação aos homens da hierarquia católica?

- Pode-se afirmar a defesa da vida, quando se tenta impedir a implementação de políticas públicas de saúde ? como é o caso do planejamento familiar e da distribuição criteriosa da contracepção de emergência - que visam prevenir situações que podem colocar em risco a vida das pessoas?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e desrespeitar o princípio fundamental à realização de uma vida digna e feliz, que é o direito de decisão autônoma sobre o próprio corpo? Condenar as mulheres a levar adiante uma gravidez resultante de estupro, a não interromper uma gravidez que coloca a vida delas em risco, ou cujo feto não terá nenhuma condição de sobreviver?

- Pode-se afirmar a defesa da vida e cercear o livre exercício do pensamento, impedindo a expressão da diversidade existente no interior da Igreja?

Neste manifesto, Católicas pelo Direito de Decidir une-se a todos aqueles que, dentro da Igreja e na sociedade brasileira em geral, desejam contribuir para que a defesa da vida seja compreendida em sua complexidade e se realize o direito de tod@s de viver com dignidade.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Mulheres da Via Campesina em luta


*matéria de http://www.midiaindependente.org
((i)) você odeia a mídia? seja a mídia!

Nesta semana do dia 8 de março as mulheres da Via Campesina estão realizando diversas ações que fazem parte das mobilizações da semana da mulher.

Rio Grande do Sul

No ultimo dia 4 de março cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa sueco finlandesa Stora Enso.

Na tarde do mesmo dia a ocupação foi desfeita violentamente, as cerca de 250 crianças que estavam no acampamento foram separadas das mães e colocadas deitadas com as mãos na cabeça e muitas agricultoras foram feridas.

Manifesto das Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul

No dia 6 de março as trabalhadoras feridas entregaram uma denúncia ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a violência da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, a audiência aconteceu na manhã em Brasília. Na tarde do mesmo dia as mulheres entregam denúncia ao Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.

Pernambuco

Na manhã do dia 5 de março a sede da CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco ? no Recife foi ocupada por cerca de mil pessoas, do Fórum das Organizações do Campo de Pernambuco.A Agência foi escolhida por vir se configurando, segundo os movimentos, como facilitadora da expansão do monocultivo da cana-de-açúcar e um empecilho às desapropriações de terra e do desenvolvimento dos assentamentos no estado.

Na madrugada do dia 6 de março as mulheres da Via Campesina ocuparam o Engenho Pereira Grande, que faz parte da Usina Estreliana, localizada no município de Gameleira, zona da mata sul de Pernambuco e também a sede da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), em Petrolina, Sertão de Pernambuco.

Na tarde desse mesmo dia 6 de março, as mulheres seguiram para a cidade de Água Preta, também na mata sul, e derrubaram a casa grande do engenho Cachoeira Dantas.

Estas ações se realizam em protesto ao modelo de desenvolvimento que vem sendo implantado no país voltado para grandes projetos de irrigação para o agronegócio.

SOLIDARIEDADE A LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!

Links Mulheres:
Comissão Pastoral da Terra | Mulheres da Via Campesina ocupam fazenda da Aracruz no RS | MAB repudia ato de violência contra as mulheres da Via Campesina | MMM Total solidariedade a luta das mulheres da Via Campesina! | Mulheres vaiam professora que faz pedido à governadora Yeda | Nova ofensiva contra a luta pelo direito de decidir | Curso prepara mulheres para trabalhar na construção civil | Via Campesina ocupa Monsanto e destrói experimentos em SP | Fotos das acoes da mulheres da via campesina

terça-feira, 4 de março de 2008

8 DE MARCO - RESPEITO E NAO FLORES

8 de março é um dia para repensarmos a atuação das mulheres na sociedade. De que vale UM Dia Internacional da Mulher, de reconhecimento e atenção, se nos outros 364 somos discriminadas em tantos espaços? Nesse 8 de março, dispensamos as flores e homenagens para exigir RESPEITO todos os dias do ano.

Todos os dias, quase 6 mil mulheres são espancadas, e mais de 40 são estupradas. Convivemos ainda com violências mais mascaradas, que não deixam marcas aparentes em nossos corpos. São as empresas que demitem mulheres quando engravidam, os salários 50% menores que as mulheres recebem para realizar as mesmas tarefas que os homens e a freqüente dupla jornada de trabalho, que é a responsabilidade pelo trabalho dentro e fora de casa, sem a ajuda do companheiro nas tarefas do lar.

A GAFe – Grupo de Ação Feminista – é um espaço para TOD@S (homens e mulheres) que se incomodam com essa situação. No nosso grupo, discutimos e planejamos ações que procuram mudar e questionar o lugar dos homens e das mulheres na sociedade.

O FEMINISMO é um movimento que luta pela IGUALDADE entre os sexos, procurando assegurar e promover os direitos das mulheres. Ao contrário do que se pensa muitas vezes, o feminismo também é uma luta dos homens, e NÃO é o oposto do machismo.

A mídia vende a idéia de que todas as conquistas que eram necessárias já aconteceram, não restando qualquer motivo para indignação diante a condição atual das mulheres. Mas você acha mesmo que há igualdade está presente na nossa sociedade?

*a linguagem que usamos é mais um espaço que prioriza o masculino para englobar homens e mulheres, omitindo estas últimas. Usamos o símbolo @ para nos referir ao masculino e ao feminino.


S


Segue a programação da semana de atividade do Movimento de Mulheres Camponesas(MMC) e o Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas (MMTU). A GaFE vai acompanhar as atividades!


Terça-feira, dia 04, das 16.00 às 19.00 horas:
- panfletagem das mulheres no TICEM

Quarta-feira, dia 05, das 08.00 às 10.00 horas:
- concentração para caminhada das mulheres (na praça
em frente ao INSS, ao lado do TAC)

Quarta-feira, dia 05, das 10.00 às 12.00 horas:
- caminhada das mulheres (saida da praça acima)

Quarta-feira, dia 05, das 14.00 às 16.00 horas:
- Assembleia Estadual do SINTE (Clube 12)
- Assembleia Estadual do SINTESPE (Alesc)

Quarta-feira, dia 05, das 16.00 às 18.00 horas:
- Ato público seguido de caminhada dos movimentos e
mulheres e movimentos sociais, por uma vida sem
violencias e sem discriminacoes (concentraçao na Praça
Tancredo Neves, em frente a Alesc)

Quinta-feira, dia 06, das 9.00 - 12.00 horas:
- Atividades das Mulheres na Alesc - Palestra de Clair
Castilhos + Filme + Debate (Hall de entrada da Alesc).

Quinta-feira, dia 06, das 14.00 às 17.00 horas:
- Audiencia Pública sobre MULHER - da Comissao de
Direitos Humanos da Alesc (Auditorio do TJ, ao lado da
Alesc)

Quinta-feira, dia 06, das 18.00 às 20.30 horas:
- Palestra da Estela Maris Cardoso-UBM/SC e UNEGRO/SC,
seguida de debate, com Servidoras e Servidores do
Tribunal de Justica de SC (auditorio do Tribunal -
Florianopolis)

Sexta-feira, dia 07, das 15.30 às 17.30 horas:
- Filme e Debate 8 de Março – Feminismo Sim, por que
não? (no CEART – UDESC, bloco amarelo)

Sexta-feira, dia 07, das 18.30 às 21.00 horas:
- Debate 8 de Março - Mesa Redonda c/ Joana Pedro,
Cristina Scheibe e Glacia de Oliveira (FAED – UDESC)

Sexta-feira, dia 07, das 19.00 às 20.30 horas:
- Palestra de Angela Albino, seguida de debate com
estudantes da Universidade Estacio de Sá (Auditorio da
Estacio de Sá - Barreiros, Sao José)

SÁBADO, DIA 08 DE MARÇO, das 9.00 às 12.00 horas:
- Cencentração, Ato seguido de caminhada e panfletagem
das Mulheres e dos Movimentos Sociais pelo fim das
violencias e discriminacoes (Largo da Alfandega)
*a Gafe vai acompanhar esse ato com nossas faixas e panfletos! Leve uma camisa em branco pra mandar um stencil da gafe nela!!


Quarta-feira, dia 12, das 19.00 às 21.00 horas:
- Palestra de Simone Lolatto, seguida de debate com
estudantes da UNIVILLE - Sao Bento do Sul (Auditorio
da Univille de S.Bento)

..vamo aê? Nos vemos na ruA..

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

AÊ! Encontro da Gafe * 27.02 às 18h30

Atenção personas!

Reuniãozinha da querida GaFE essa QUARTA - dia 27 de fevereiro - às 18h30!

Vamos nos encontrar pra discutir e planejar as ideias de ação que temos pro dia internacional da mulher (8 de março) e também as ações de soliedariedade a um processo de agressão que envolveu companheras do coletivo!

Além disso precisamos rever, pensar, lembrar, planejar algumas idéias que tivemos no final do ano passado pra por em prática esse ano! vamo que vamo!

vai ser lá no CORREGO GRANDE e estão todxs mais que convidados!

É nóis!
chama geraaaal aêê pra construir!!!!!!!

todxs mais que convidadxs !
GaFE - Grupo de Ação Feminista

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Relato: RESISTIR PARA EXISTIR!


O recém criado grupo de ação feminista busca através de eventos e discussões freqüentes propor ações públicas que procurem desconstruir os papéis de gênero presentes na sociedade. Motivado pelo dia 25 de novembro, dia internacional contra violência à mulher, o grupo elaborou em conjunto com @s participantes uma série de atividades visando integração da comunidade com temas relacionados à discussão de gênero. Como se trata de um grupo autônomo a construção do evento se iniciou muito antes da sua realização efetiva, com divisão de tarefas e busca de recursos financeiros.

No dia 23 de novembro à noite nos encontramos na casa de uma das companheiras para realizar uma pré-discussão dos assuntos propostos, fizemos a leitura de um texto da psicóloga Nalu Faria que tinha como titulo "Basta de agressão doméstica e sexual",compartilhamos os cartazes do "retome a noite" e resolvemos os últimos detalhes do evento.

Na manhã do dia 24 preparamos o Diretório Central dos Estudantes com cartazes da Delegacia da Mulher, as figuras do "retome a noite" e alguns m ateriais da GAFe conseguidos em outras reuniões.O espaço do DCE foi suficiente para acolher tod@s os presentes , que acomodaram-se em colchões no chão em um clima de proximidade e informalidade.

Às 10 horas a ginecologista, Maria Inês, iniciou a oficina "Conhecendo corpos" e de maneira clara e com maquetes do sistema reprodutor feminino e masculino mostrou o funcionamento dos corpos considerando as diferenças sexuais.A médica esclareceu diversas dúvidas sobre métodos contraceptivos e levou para que @s participantes conhecessem, adesivos, camisinha feminina, diu (dispositivo intra-uterino) e outros.Ela ressaltou também a importância do diálogo entre os casais, de como isso não deve se tornar um tabu e assim facilita r o conhecimento do corpo e dos gostos d@ parceir@.Tod@s ficaram chocados, que mesmo com a quantidade de informações correntes sobre o assunto, a nossa ignorância em referente a nosso próprio corpo é enorme.Alguns esclarecimentos da médica foram mais destacados, como o fato da mulher precisar de 600 ml de sangue para irrigar a região reprodutiva e ficar excitada, enquanto para o homem a quantidade de sangue necessária é de 60 ml, 10 vezes menos.No final da oficina, em homenagem a ginecologista e sua boa vontade em nos ajudar penduramos um cartaz na parede com a seguinte frase:"Sou feliz, descobri meu clitóris!".

Após esta oficina fizemos uma pausa para o almoço e retornamos às 14 ho ras com a discussão "espaço público x espaço privado" que também aconteceu de maneira informal e com tentativas freqüentes de aproximar o tema discutido com acontecimentos cotidianos. Após a apresentação dos nomes,tod@s tiveram a oportunidade de expor fatos do seu dia-a-dia , a discussão tangenciou temas como aborto,maternidade, religião, violência contra a mulher e papéis de gênero. Como encaminhamentos estabeleceu-se a iniciativa de um novo evento da GAFe para o dia 08 de março de 2008,uma campanha pela descriminalização do aborto, acompanhamento das companheiras vítimas de v iolência em audiência no dia 13 de março de 2008 e a luta incessante e diária de desconstruir os papéis de gênero e desnaturalizar atitudes , comportamentos e falas machistas que atribuem as pessoas do sexo feminino características negativas e contribuem para a violência contra a mulher, como é o caso das buzinadas na rua e diversas propagandas ,como as de cerveja. A discussão estendeu-se até às 17 horas onde foi feito um intervalo para o lanche.

Às 19 horas exibimos o filme "Libertárias" que conta a história da participação das mulheres na guerra civil espanhola.

Depois do filme ,um dos companheiros deu uma oficina de stencil. A atividade é bem simples, após a escolha de uma figura e com ajuda do estilete é só recortar uma radiografia contornando o desenho. Tod@s participaram da atividade do stencil e de colorir os cartazes do "retome a noite" com giz de cera ou guache.

Mais de 22 horas nos dirigimos à concha acústica da UFSC e fizemos um lanche, aguardando o tempo necessário para que fosse seguro o "retome a noite". Aproveitamos para utilizar o stencil e fazer camisetas com frases do tipo:"Vulva a Revolução", "Mulheres na noite" e "Livres".
Meia-noite saímos em caminhada ao Centro, passando pela Carvoeira e Saco dos Limões, tod@s com a mesma intenção, resignificar e retomar os espaços públicos do qual fomos excluídas. Colamos cartazes e fizemos pichações até o Centro buscando dar visibilidade as reivindicações feministas e da mulher.A atividade foi até às 3 horas e 30 min e terminou com o centro repleto de cartazes da GAFe.

O último dia do evento foi só para mulheres e contou com 20 participantes. Tivemos como atividade principal a oficina de Wendo, luta feminista criada no Canadá que objetiva a auto-defesa da mulher.A boa vontade das professoras de Curitiba deu ânimo as participantes que ocuparam o DCE das 14 horas até 21 horas.

O wendo pode ser praticado por qualquer m ulher e busca dar certa segurança em situações de risco. A luta conscientiza as mulheres das grandes armas que temos, mas nem sempre sabemos usá-las, seja pelo desespero da situação ou pela falta de prática. As professoras ensinaram a importância da postura,mostraram alguns golpes que atingem diretamente os pontos fracos dos agressores e como nos livrarmos de situações incômodas comuns. Mostrar vulnerabilidade é o primeiro passo para ser atacada.

Sem dúvida o fim de semana da GAFe foi muito proveitoso para tod@s que participaram, e nós do Grupo esperamos que tudo que foi aprendido e discutido no evento ultrapasse as paredes do DCE, a bolha da UFSC e atinja nossa família, nosso trabalho e todos os possíveis meios machistas e repressores que nos cercam.



*A gente queria agradecer o DCE da Ufsc por emprestar e dividir o espaço, a Beta e a Lílian eu vieram de ctba transmitir um pouco do wendo pra gente, a dr. Inês por ter participado da oficina, ao se essa mídia fosse minha pelo projetor, ao coletivo corpus crises de Brasília e ao dois corpos de salvador por mandarem algumas artes pro nosso retome! Tabmé a todxs que ajudaram de alguma maneira pra que tudo desse tão certo, emprestando o carro, fazendo comida, carregando coisas, emprestando equipamentos... efim! Valeu também quem apareceu e participou! é noissss

*outra coisa.. o wendo continua ano que vem heeeeein!!!
quem quiser participar manda um email pra gente: gafe(a)lists.riseup.net

*algumas fotos do evento: http://midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/403782.shtml
em breve fotos do retome!

domingo, 18 de novembro de 2007

RESISTIR PARA EXISTIR - 24 e 24 de novembro!



Olá!
A GAFe - Grupo de ação de feminista- está organizando um evento nos dias 24 e 25 de novembro, que é o dia mundial contra a violência à mulher. Sentimos a necessidade de (re)pensar e, principalmente (re)agir,frente aos papéis masculinos e femininos que a sociedade nos coloca. Por isso chamamos todos e todas para reconstruir a discussão, as ações, a cidade, sociedade e o mundo! é RESISTIR PARA EXISTIR!!!

PROGRAMAÇÃO:
(os dois dias acontecerão no espaço do DCE da UFSC, que fica no segundo piso do centro de convivência)

*dia 24 de NOVEMBRO*
(sábado)- todAs e todOs convidadxs!
10h - oficina: conhecendo os corpos
12h - almoço
14h - conversa: espaços públicos x privados - liberdade, autonomia e violência
7h - filme: Libertárias - as mulheres na revolução espanhola
19h - oficina de stencil
l22h - retome as noites!!! - resignificando o espaço da cidade

*dia 25 de NOVEMBRO*
(domingo)-dia mundial contra a violencia à mulher
-14h às 21h - oficina de Wendo - auto-defesa feminista (só pra mulheres!)

Pra conhecer melhor a gafe ou saber mais sobre o evento mande um email para: gafe(a)lists.riseup.net

Até lá!
GAFe- Grupo de Ação Feminista - Florianópolis

Gafe no mundo escondido do córrego!

No dia 10 de Novembro a GAFe participou do evento "Um Mundo Escondido no Córrego Grande". Fizemos uma conversa bem bacana, apesar do pouco tempo. Colocamos uma mochila cheia de recortes de revistas, fotografias e imagens que retratavam mulheres. De um lado da parede foi colocado um cartaz pra que as pessoas colassem aquelas figuras que mostrassem mulheres estereotipadas produzidas pela mídia e pela padronização sexista, do outro lado (é nois!) aquelas que mostrassem aquilo que nós, mulheres, somos de verdade... As pessoas que participaram da oficina levantavam, pegavam uma imagem dentro da mochila, colavam ela no lado que achavam melhor e aí explicavam pro grupo porque tinham escolhido um lado ou outro.
A discussão foi muito legal e foi massa para conhecer as pessoas e as pessoas conhecerem o nosso coletivo! O resultado final foram esses painéis bonitões:






mais fotos da oficina: www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/11/402508.shtml

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Carta da GAFe

Olá!
Estamos escrevendo essa carta pra contar um pouco da recém-nascida GAFe (Grupo de Ação Feminista).
Durante esse ano, em Florianópolis, floresceu uma discussão muito interessante dentro do Movimento Passe Livre. Algumas pessoas, já há algum tempo, sentiam a necessidade de discutir as relações de gênero que se dão em todo os espaços, inclusive dento do movimento. Homens e mulheres se organizaram dentro do coletivo e durante o encontro municipal do MPL (agosto) começamos a engatinhar na primeira discussão sobre esse assunto. A discussão, que contou com a participação de muita gente, acrescentou muito e acabou se exorbitando para os espaços informais do movimento. Em bares, no trabalho, na faculdade, não parávamos mais de discutir isso, o assunto parecia nunca se acabar! Por toda a vontade que sentimos de continuar pensando e agindo na construção de relações mais igualitárias entre as pessoas, independente de seu gênero, resolvemos dar continuidade ao debate e criar um novo espaço específico pra isso. Eis que surge a GAFe, enquanto um grupo autônomo!!!
Num primeiro momento, marcamos uma conversa informal entre meninas na casa de uma amiga, que parece ter surpreendido algumas pessoas. De início, estávamos inseguras quanto a existência de espaços exclusivos a participação feminina. Depois desse dia, percebemos que é importante criar espaços confortáveis em que as mulheres se sintam a vontade pra conversar sobre sua saúde, seu corpo e seus sentimentos, compartilhando experiências e sensações que já não pareciam mais pessoais, e sim coletivas. Mais importante ainda foi perceber que essa conversa precisa extrapolar o espaço feminino e chegar aos homens.
Nós, da GAFe, acreditamos que uma sociedade que cria relações desiguais, destre elas a de gênero que modela padrões de masculino e feminino, não faz ninguém muito feliz. Uma sociedade mais justa, nesse sentido, são se dá só com a libertação da mulher, mas também com o fim dos padrões de comportamento viris, fortes, provedores e tal que são impostas aos meninos! Então, se alguém se sentiu meio acuad@ em um primeiro momento, pedimos desculpas e mais uma vez convidamos todAs e todOs para construirmos junt@s o debate, as ações, os eventos, o coletivo, a cidade e a sociedade!!!
Dia 25 de novembro é o dia mundial contra a violência de gênero, e a GAFe tá puxando um evento nos dias 24 e 25. Será um espaço de discussão, debate, oficinas, intervenções e tudo mais que sair da nossa criatividade coletiva!

Nossa próxima reunião pra construção do evento será dia 18 DE NOVEMBRO ÀS 18h na Casamarela (mande um email que a gente manda o endereço!)

Estamos também nos organizando via lista de emails. O endereço é gafe(a)lists.riseup.net , mande um email que a gente te inclui! Mandamos todOs os relatos das reuniões que fizemos e aí você pode ficar a par de toda a discussão e se inserir nessa luta que não é de mulheres, nem de homens, é uma luta de TOD@S NÓS JUNT@S!!!!!